Proteste explica os benefícios e os malefícios da Tarifa Branca na conta de luz

Está previsto para janeiro de 2018, a vigência da Tarifa Branca, uma nova cobrança (opcional), na conta de luz do consumidor brasileiro.

Foto via Thomas Vimare/Unsplash

Para alguns, ela pode ser uma oportunidade de economizar, mas para outros o efeito pode ser inverso. Isso porque, nesse modelo de tarifação, haverá horários em que a energia será bem mais barata do que o método de cobrança convencional, mas em outros intervalos de tempo, a cobrança será mais cara.

Para esclarecer todas as dúvidas, a Proteste, Associação de Consumidores, separou os principais itens que o consumidor precisa saber para optar, ou não, pela tarifa branca.

Nos dias úteis o valor da tarifa branca vai variar de acordo com três horários, chamados de postos tarifários: ponta, intermediário e fora de ponta. A tarifa de energia será maior do que a tarifa convencional nos horários de “ponta” e “intermediário” e menor nos horários fora de ponta.

Entenda: horários de “ponta” são as três horas de maior consumo de energia de cada distribuidora (geralmente, as primeiras horas da noite); “intermediários” referem-se ao período de uma hora anterior e posterior ao horário de ponta; e “fora de ponta” são todos os outros horários.

A opção de aderir à tarifa branca será disponibilizada aos poucos para os consumidores, de acordo com sua média de consumo mensal. Os primeiros a receber a permissão para migrar para a tarifa branca serão aqueles que costumam consumir muita energia. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), quem consome acima de 500 kWh pode aderir a partir de 01/01/18; entre 250 e 500 kWh, após 01/01/19; e abaixo de 250 kWh, só em 01/01/20.

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Identifique os horários mais vantajosos

A tarifa branca tem como ponto positivo, o consumidor ter a possibilidade de saber qual é a pior e a melhor hora para gastar mais energia. Por exemplo, ele poderá escolher quando é mais vantajoso lavar e passar roupas ou ligar o ar-condicionado.

A princípio, a ideia de saber a hora onde o consumo é maior parece boa, mas antes é preciso avaliar muito bem os hábitos dos moradores da residência, para não decidir por impulso pela nova tarifa. Afinal, ela pode ser uma armadilha para muita gente, principalmente para as pessoas que passam o dia todo fora de casa.

Portanto a principal dica da Proteste, é não optar pelo novo sistema se você e sua família só têm o final da tarde e o início da noite livres. Mas se, por exemplo, você mora sozinho e estuda ou trabalha à noite, deixando a casa vazia neste horário, a adesão é altamente recomendada.

Foto via Divulgação/Proteste

Saiba como aderir a nova tarifa junto à distribuidora

Se toda a avaliação necessária sobre o consumo de energia e os horários em que há mais gente em casa foi feita e o consumidor constatou que vale a pena apostar na tarifa branca, a partir das datas já citadas ele poderá fazer a requisição de mudança junto à distribuidora.

Após a solicitação, a empresa terá até 30 dias para efetuar a instalação do novo medidor de energia, que deve ser capaz de medir o consumo nos diferentes horários. A distribuidora será responsável pela aquisição e instalação do medidor, sem custo algum para o consumidor. Porém, segundo a Aneel, eventuais custos para alterações no padrão de entrada da unidade deverão ser pagos pelo consumidor.

Caso queira voltar atrás, o consumidor poderá solicitar o retorno à tarifa convencional a qualquer momento. O prazo para a mudança também será de 30 dias.

Quando receber a conta de luz, deverá estar clara a informação de quanto foi consumido e o valor cobrado por cada kWh em cada um dos três horários. A diferença entre a tarifa convencional e a tarifa cobrada quando o consumidor optar pela tarifa branca também vai variar de acordo com a distribuidora, mas a expectativa da Aneel é que ela seja de 10% a 20% mais barata.

Os valores da tarifa de energia em cada horário ainda não foram definidos, mas tomando como exemplo a Cemig, distribuidora de Minas Gerais, a Aneel estima que a tarifa branca deva reduzir em 16% o valor da energia no período fora do horário de ponta. No horário de ponta, por sua vez, ela deve ficar 83% mais cara.

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