Profissionais de 2018: carreiras que estarão em alto este ano

Com a chegada de 2018 vem também a esperança de tempos melhores. E não é só uma questão de desejo. Os índices, mensalmente, apontam queda no desemprego, indicando que enfim o Brasil está saindo da crise. O fato é que esse ano, segundo os especialistas, tem tudo para ser melhor que 2017. Principalmente para os profissionais de algumas áreas.

Profissionais de 2018

Foto: Rawpixel.com

E para algumas áreas específicas – se a crise econômica quase não aportou nos últimos anos – 2018 reserva a elas ainda mais prosperidade. É a projeção feita pela Catho para seis carreiras: Educação Física, Farmácia, Marketing Digital e E-Commerce, Engenharia com foco em Agronegócios, Tecnologia da Informação (TI) e Big Data. O levantamento foi feito a partir da análise da base de dados da empresa e também por meio de pesquisas conduzidas com recrutadores sobre as áreas com mais contratações previstas para 2018.

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1. Saúde e Farmacêutica

Profissionais de Educação Física / Fitness

Por que está em alta: o mercado fitness tem ganhado notoriedade no Brasil nos últimos anos. Além disso, a busca pela boa forma por meio da malhação fez do Brasil o segundo país com mais academias no mundo (32 mil), ficando atrás apenas dos EUA; o quarto em número de alunos (8 milhões) e o décimo em faturamento (2,4 milhões de dólares). Seguindo essa tendência, a demanda por educadores físicos tem sido cada vez maior.

Perfil: no Brasil, o educador físico deve ser formado em educação física e estar registrado no Conselho Regional de Educação Física. O profissional pode atuar em diversas frentes, além da malhação, como yoga, pilates, exercícios aeróbicos, dança e artes marciais.

Profissionais de Área Farmacêutica

Por que está em alta: com uma população de mais de 200 milhões de habitantes com a expectativa de vida cada vez mais alta, o Brasil continua sendo visto como um mercado estratégico. E isso, obviamente, se reflete na contratação de novos profissionais. Em constante crescimento, o segmento farmacêutico foi um dos poucos que conseguiu remar contra a maré enquanto a crise econômica estagnava e derrubava outros segmentos de mercado. As contratações na indústria farmacêutica aumentaram 20% no último ano. Outro dado da associação é o aumento no faturamento do segmento: 21,7%. O salário médio na área fica em torno de R$ 3 mil, variando conforme a empresa, região e formação do profissional.

Perfil: as profissões dentro desse segmento são diversas, mas as que se destacam são de Farmacêutico e Bioquímico. Ambos podem atuar na indústria, com produção de remédios, pesquisa e desenvolvimento, controle e garantia da qualidade, além de poderem atuar com vendas técnicas, sendo a ponte entre a indústria e o comércio. O farmacêutico pode, também, atuar em farmácias, com controle e armazenamento de medicamentos e atendimento ao consumidor final.

2. Vendas e Marketing (+ Comunicação)

Profissionais de Marketing Digital e E-commerce

Por que está em alta: a migração do offline para o online, crescente dos últimos anos, com destaque para a ascensão do comércio eletrônico, faz, cada vez mais, com que as empresas precisem estar na internet para atingir seu público e vender mais. A função básica nessa área está ligada ao desenvolvimento de estratégias de marketing e identidade visual de empresas, prospecção de budget para implementação de ações, definição de posicionamento das marcas e de canais de comunicação específicos para cada público, estudo de tendências do mercado e fatores econômicos/ financeiros e planejamento e definição de campanhas para promoção de produtos e serviços. Sendo também uma área multidisciplinar, o segmento de e-commerce aproveita-se de profissionais com formação em TI, Marketing, Comercial, Comunicação Visual, Processos, entre outras. O salário médio na área tem uma grande variação, visto que as ramificações são inúmeras, além do segmento de atuação do profissional.

Perfil: normalmente esses profissionais são formados em alguma das habilitações de comunicação social, no entanto também é comum que profissionais com formações voltadas às áreas de vendas e comercial também estejam preparados para atuar nessa área. Como é um mercado relativamente novo e em frequente modificação, os profissionais da área sempre passam por cursos de qualificação para se adequarem as novidades do mercado.

3. Engenharia

Profissionais de Engenharia com foco em Agronegócios

Por que está em alta: o mercado de produtos orgânicos vem ganhando cada vez mais espaço na economia, sendo mais que uma tendência no Brasil, mas também uma tendência global. E esse mercado, diferentemente do que muita gente imagina, vai além da produção de frutas e verduras, se tratando também de ovos, vinhos, grãos, açúcar, leite e até carne bovina. Por isso, o agronegócio abrange os setores de Agronomia, Agropecuária, Aquicultura, Agrimensura, Ambiental, Florestal e de Pesca. Além disso, o crescimento e visibilidade dessa área profissional também ganha espaço devido à necessidade de modernização do agronegócio para ajudar a aumentar a produção de alimentos e garantir a preservação de recursos naturais.

Profissionais dessa área atuam na gestão e análise de operações para o preparo e cultivo do solo, controle de pragas, estudo de melhores procedimentos de adubação e irrigação, planejamento de alimentação/ reprodução de animais e manejo dos produtos depois do abate, além de agirem no desenvolvimento de ações focadas ao aproveitamento sustentável do meio ambiente. Quanto ao salário, ele pode ultrapassar R$ 13 mil para os engenheiros com esse cargo, variando de acordo com região, ramo de atuação e senioridade do profissional.

Perfil: trata-se de uma área ampla, que deve ser direcionada pela escolha do ramo de atuação, no entanto, formações iniciais focadas em Agronegócio, Gestão Ambiental, Zootecnia, Agronomia, Engenharia de Alimentos e até mesmo cursos que envolvam técnicas dirigidas a como lidar com a cadeira produtiva rural, são inicialmente, boas maneiras de se engajar nessa área.

4. Tecnologia da Informação

Profissionais de Tecnologia da Informação

Por que está em alta: profissionais de TI são sempre necessários, pois além de ter poucos profissionais realmente qualificados no ramo, o mercado demanda sempre de soluções e recursos tecnológicos para o aprimoramento de processos e rotinas corporativas. A evolução tecnológica, como a popularização da realidade aumentada e o incremento das negociações via e-commerce, tem feito com que esses profissionais sejam cada vez mais necessários. A área de TI é bastante ampla e tem especificações diferentes dentro de uma empresa. De modo geral os profissionais deste ramo atuam na arquitetura, análise e desenvolvimento de sistema, realização de testes em software, segurança e qualidade de plataformas, com o intuito de viabilizar práticas internas, negócios, produtos ou serviços da companhia. O salário médio na área, segundo o Guia de Profissões da Catho, pode chegar a R$ 16.666,67, mas varia de acordo com o cargo, ramo, porte da empresa etc.

Perfil: para estabelecer uma rota assertiva de carreira e formação, é preciso definir em qual subsistema do setor tem mais interesse de atuação. A partir daí é preciso estudar o que cada um dos segmentos demanda. Há casos em que uma certificação tem muito mais valor do que um MBA ou mestrado na área. É preciso ficar atento para acertar o destino e investir de maneira correta, além de estar sempre se atualizando para não ficar para trás, já que a evolução é muito rápida nessa área.

Profissionais de Big Data

Por que está em alta: diante da superlotação de dados e informações, as empresas precisarão de profissionais que façam a análise estratégica de todo esse conteúdo que expressa muitos dados interessantes sobre consumidor, reações do mercado etc. O intuito com isso é utilizar desses recursos para o desenvolvimento de melhorias no posicionamento empresarial das instituições, e é esse o papel desses profissionais no dia a dia das empresas. O salário na área pode chegar a R$ 30 mil, de acordo com cargo e ramo de atuação.

Perfil: além de talento e um perfil analítico, boa parte das companhias que buscam profissionais nessa área identificam como habilidades essenciais o conhecimento em matemática, estatística, processamento de linguagem, hardware, software e negócios. No entanto, quando falamos de uma formação acadêmica realmente direcionada a esse ramo, temos diferentes opiniões. Afinal, é de se convencer que cada negócio tem uma necessidade específica e por isso os perfis desses profissionais podem alterar de acordo com a ótica e interesse particular de cada companhia. Sendo assim, formações correlatas ao desenvolvimento das habilidades supracitadas (matemática, estatística, processamento de linguagem, etc.) apresentam um direcionamento – mesmo que não tão específico e garantido – a oportunidades dessa área.

 


Informações:
Catho

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